A decisão de ficar em casa e os primeiros 1000 dias da criança

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E se te falassem que o futuro da humanidade está nas tuas mãos? E se te contassem que a probabilidade do seu filho ficar doente física e emocionalmente, pode ser diminuída ou anulada? E se você soubesse que a sua presença, na vida do seu filho não pode ser substituída por mais ninguém? E se você descobrisse que todas essas questões não são hipotéticas, são reais?

Essas e outras questões, são os principais motivos que levam milhares de mães a abandonarem suas carreiras todos os dias para poderem ficar em casa com seus filhos.

A decisão de ficar em casa não é fácil, pelo menos pra mim não foi, na verdade é difícil até hoje. E acredito que essa dificuldade alcança a maioria das mães que precisam tomar essa decisão.

Mas a minha escolha foi pautada com argumentos indiscutíveis e neles eu me apoio todos os dias quando levanto pela manhã e vou realizar as minhas tarefas. Todas as vezes em que pensei voltar atrás, o meu instinto materno falou mais alto, e que bom que sempre foi assim.

Os primeiros 1000 dias de vida do bebê, são considerados mais ou menos, o tempo de gestação até os dois anos de idade, contudo, alguns pesquisadores consideram a partir do nascimento, chegando a aproximadamente os três anos. Nesse período o bebê precisa de atenção constante, carinho, afeto, leite materno e alimentação orientada. Nós somos os únicos mamíferos que não conseguem andar logo após o nascimento, precisamos de auxílio para  caminhar, comer e até para dormir. Portanto, jamais sobreviveríamos sem cuidados, em especial, os cuidados da mãe.

A importância da presença da mãe ou do pai nesses primeiros anos de vida da criança está diretamente relacionado a sua saúde emocional e sua formação como ser humano. Por melhor que seja a escola ou por mais atenciosa que seja uma babá, nada substitui o vínculo familiar.

Além disso, existe a questão da imunidade da criança que ainda não está formada neste período. Se a mãe soubesse o quão frágil é a saúde de um bebê nesses primeiros mil dias, jamais a colocaria dentro de uma escola, demasiadamente exposta.

A criança passa horas dentro de uma escola, sem vínculo familiar nenhum e muitas das horas que passa em casa são gastas com cuidados a saúde, já que a criança vive doente.

A verdade é que a realidade do nosso país não permite que a escolha de ficar em casa seja feita pelas mães, já que muitas delas trabalham fora por necessidade extrema e a única coisa que ganham com isso são os “ridículos” 4 meses de licença maternidade. Ahhh como eu sonho com um país que respeita a maternidade, que valoriza o vínculo afetivo familiar e que enxerga isso como o futuro do nosso país, dando as mães uma lincença maternidade de verdade ou quem sabe, dando aos pais de família um salário que seja suficiente para sustentar a sua casa.

Mas me questiono o porque algumas mães que não trabalham fora, colocam seus filhos ainda tão pequenos em escolas!

Se o motivo for o desenvolvimento da criança, eu afirmo que não há atraso no desenvolvimento motor ou cognitivo que não seja recuperado, já que as crianças tem uma habilidade fantástica em aprender. Já não posso dizer o mesmo sobre marcas emocionais, que na maioria das vezes são carregadas por longos anos, senão pela vida toda.

Se a resposta for o desenvolvimento social da criança, ou até mesmo colocar na escola a carga de ensinar a criança a dividir, a ter ordem e rotina e tantas outras coisas. Afirmo também que o caminho não é esse, já que cabe aos pais a responsabilidade de educar e não à escola.

O Davi entrou na escola meio período, após completar 3 anos de idade e pretendo colocar o Benício na escola com esta mesma idade. A partir daí vou decidir se retorno ao mercado de trabalho ou não, mas tenho ciência também de que o mercado é bastante fechado para alguém como eu que terá ficado mais de 6 anos fora dele. É por essas e outras que cada vez mais um número maior de mulheres tem se tornado empreendedora, e a maioria delas, mães. É a saída que elas encontraram no Brasil, ainda com muita dificuldade.

Eu agradeço a Deus todos os dias por ter a oportunidade de ficar com os meus filhos. Mas confesso que se eu trabalhasse fora, a escola seria a minha última alternativa. Daria preferência em deixar a criança com um familiar, em segundo lugar com uma cuidadora de confiança e em terceiro e último, na escola. Mas, sem demagogia e quem conhece a minha realidade sabe, eu preferiria comer ovo todos os dias do que optar pela última opção.

Porém, acredito que essa é uma decisão extremamente pessoal e o que funciona na minha casa pode não funcionar na sua, por isso, tome essa decisão consciente e acima de tudo feliz.

Mas o meu papel aqui é trazer informação e eu não posso simplesmente ignorar o fato de que as pessoas PRECISAM saber da importância dos primeiros 1000 dias do bebê, todos os pais precisariam ter acesso a essa informação antes de tomar qualquer decisão. Todos deveriam estar cientes do desenvolvimento imunológico e afetivo da criança neste período.

Pra encerrar este post, deixo com vocês um vídeo do Pediatra Dr. José Martins Filho, o qual eu sou extremamente fã. Ele fala sobre este assunto como ninguém, não deixe de assistir:

Com carinho,

Alyne Zani.

Acompanhem o bate papo de mãe através do site www.batepapodemae.com.br

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About Author

Alyne Zani

Cristã, esposa e mãe, exatamente nessa ordem. Alyne, casada com o Jô há 7 anos e mãe em tempo integral de dois garotinhos incríveis. É responsável pelo Blog de maternidade Bate Papo de Mãe, e nos manterá informados sobre toda a rotina dos seus pequenos, sempre dando dicas e orientações para todas as mamães.

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