Estresse ocupacional- você sabe sobre?

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Hoje, talvez a palavra estresse seja uma das mais faladas por nós no dia-a-dia. Nos sentimos nervosos, sem paciência e exaustos no trabalho, em casa, no trânsito, enfim, na nossa rotina. E não podemos esquecer que esse estresse está muito relacionado com o estilo de vida que somos muitas vezes forçados a ter para que possamos conquistar alguns de nossos objetivos.

Essa tensão, ansiedade por alcançar alguns objetivos muitas vezes estão relacionados principalmente com o nosso trabalho, pois ele (qualquer que seja) é a nossa atividade principal, é onde dedicamos grande parte do tempo, e dele que tiremos nosso meio de sobreviver.

Podemos dizer que o Estresse Ocupacional é o desequilíbrio entre o trabalhador e a empresa, desencadeado seja pelas exigências físicas e/ou emocionais do cargo ocupado, ou até mesmo as próprias condições no ambiente para se realizar a função.

Ser exigido no trabalho, estar tenso o tempo todo, não é algo saudável apesar de ser recorrente, e o que tem preocupado nós todos e também as organizações é o aumento do estresse ocupacional e com ele também o aumento da Síndrome de Burnout que é caracterizada pelo esgotamento físico e psíquico por conta do trabalho.

Ok! Entendi, mas eu faço o que?

A maioria das matérias que lemos sobre estresse no trabalho nos indica praticar esportes, ter uma alimentação mais correta, arranjar hobbies, fazer terapia, enfim, várias dicas para amenizar as consequências dessa nossa rotina louca. Todas as dicas de alguma forma sempre são válidas, principalmente fazer terapia, porém a causa do estresse sempre vai estar lá e outras ainda vão surgir.

Algumas vezes resolver o problema, a causa do problema, não depende apenas de nós. No caso do trabalho, para diminuir os estímulos causadores do estresse, existem vários níveis de intervenção que devem vir da própria empresa.

 O primeiro é modificar o quanto for possível o ambiente, buscar definir melhor as funções, deveres e direitos de cada trabalhador, se possível com o acompanhamento psicológico. Mas sabemos que isso é o ideal, não é o que realmente acontece na maioria das vezes. Por isso, devemos pensar melhor sobre o que podemos fazer, que atitudes, por menores que sejam, devemos tomar para tentar encontrar quais são os estímulos estressores um de cada vez, e como podemos (sempre tentando entrar num acordo com a empresa) amenizá-los.

O trabalho pode ser nosso meio de ter recursos para sobreviver sim, mas ele também deve ser muito mais que uma fonte de renda, e se sentir bem com o trabalho que você realiza, e com o ambiente em que está é importante.  Mesmo em tempos de crise, devemos também pensar no nosso bem estar e não aceitar tudo o que é imposto sem refletir antes.

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About Author

Juliana Melo

Terapeuta Comportamental (CRP 06/127907) e formada em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Acredita que a melhor dica de beleza, relacionamento, convivência, trabalho entre outras, é sempre buscar conhecer melhor a si mesmo.

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